quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Eliane Giardini para JP Morning Show

Na manhã de ontem (15/10), Eliane concedeu uma entrevista por telefone ao programa de rádio Morning Show da Jovem Pan, sobre sua personagem Ordália na novela Amor à Vida (rede Globo). Uma entrevista descontraída e bem divertida, da qual transcrevemos alguns trechos.


Tem a polêmica ali da filha da Ordália que namora o Herbert. Será que tem uma relação complicada ali? Eliane, o que você pode contar para os ouvintes do Morning Show?
Olha, a gente sabe muito pouco, na verdade. As pessoas não acreditam, mas a gente recebe os capítulos e fica sabendo quase igual ao público. (...)  Eu não sei exatamente o que eu posso te adiantar, mas a sensação que a gente tem é que realmente ela não é filha do Herbert . (...)
Eu acho que, obviamente, não é filha dele. Senão não teria escrito umas cenas de beijo e tudo isso, né?! Quer dizer, eu não achava que fosse, mas quando eu comecei a ver essas cenas chegando eu disse “não, ele (Walcyr Carrasco) já tá aprontando outra (...)” ele tá levando as pessoas a acreditarem numa coisa mas que não é.

Que a Ordália e o Herbet tiveram alguma coisa no passado, tiveram?
Tiveram, isso tiveram, agora talvez não tenha sido essa pessoa com que ela teve a filha. O que deixa agora pensando “quem então é essa pessoa?”, né?

O que eu acho incrível da Ordália é que começou com aquele drama do Bruno com a filha, depois teve a descoberta, enfim. Aí o Walcyr levou a personagem para mais próximo, eu entendi assim, da Márcia e ficou aquela coisa cômica. Essa dança na novela deve ser gratificante para vocês, né? Pesado e depois para um lado mais cômico.
É, eu gosto muito disso, particularmente eu gosto porque me exercita. Eu gosto de fazer personagens densos e gosto de fazer personagens cômicos também. Então se eu tenho um trabalho que me possibilita exercitar essas duas coisas, eu acho sempre muito interessante. Mas é difícil mesmo. Acho bom ampliar esse leque de ser uma atriz só dramática, uma atriz só cômica. Eu acho bom isso pra mim.

E qual tem sido a repercussão resposta do público? O que o público pede mais nas ruas? Pra você se encontrar mais com a Márcia, como é que tá essa relação nas ruas?
Olha, pra dizer a verdade a você a gente encontra pouco com o público (risos). A gente encontra bem pouco com o público, a gente trabalha muito, a gente fica muito tempo lá dentro do Projac mesmo. A rotina nossa de gravação é bem, bem pesada. Olha, vou te dizer: não tenho disso de andar na rua e saber o que as pessoas tão falando não, bem pouco, aliás. Tem sim algumas coisas que chegam, obviamente, no momento todo mundo me fala muito do Palhaço, todo mundo tá apaixonado pelo Palhaço. “Ah, porque o Palhaço é teu filho”. Acho que essa trama está mobilizando mais em relação... no momento agora, né?! Enfim, essas coisas vão chegando aos poucos. Sinceramente eu não tenho esse retorno de andar nas ruas e saber o que as pessoas tão dizendo não.

É claro que há uma torcida para a Valdirene ficar junto com o Palhaço, um desespero pra Ordália que não gosta muito dessa relação, né?
É, ela não gosta muito não, mas nesse momento ela tá do lado do filho, né. Ela acha um absurdo tudo isso o que a Valdirene tá fazendo, de querer que o outro registre o filho ... ela tá defendendo a paternidade do filho. Ela tá do lado dele, ela até aceitou que eles se casassem. Aquelas coisas... mãe é assim, a gente vai atrás da felicidade dos filhos. O que você acha que vai deixar feliz, você tá junto.

Eu acho que você faz tão bem uma mãe paulistana que eu não sei, eu enxergo a Ordália como uma mãe paulistana, aquela batalhadora, (...) preocupada, e vai com os vizinhos, de subúrbio mesmo. Fica atrás da pessoa, cobra, não gosta da nora, mas acha que tem que ficar com o filho. Ela é bem... não sei se ela tem uma coisa italiana, não tem, Eliane, não tem?
Ela tem... na verdade assim, a gente ali nos bairros de São Paulo que é onde se ambienta a novela tem uma influência italiana muito forte, né?! É tanto que o meu marido, o Denizard, é praticamente um italiano. Sim, é verdade! Eu acho que sim... eu também tenho uma ascendência italiana, Giardini, né?! A gente carrega isso com a gente, não tem como. É, Giardini... Stefanini (risos) ali fica difícil fugir. Aí ajuda, porque o italiano... latino em geral tem esse sangue quente, tem pouco filtro, fala logo tudo o que pensa, são muito espontâneos. Eu acho bom, eu acho que ele retrata bem essa família, entendeu?!

Eu sei que você falou que não sabe muito, porque os capítulos chegam muito em cima da hora e as novidades também, mas me falaram que em breve, na novela, a trama central, o grande mistério da novela são as três mulheres, a Ordália, a Márcia e a Pilar. Você sabe alguma coisa sobre isso ou não?
Não... Adorei saber com você! (risos) (...) to adorando, não tenho a menor ideia disso que você tá falando. Eu digo e as pessoas não acreditam, mas a gente recebe os capítulos e nós temos uma frente de uma semana, então (...) a gente sabe muito pouco também, a gente é surpreendido a cada bloco.

Claro que o timing da novela, de quem tá atuando na novela é diferente de quem elabora uma personagem pra apresentar no Teatro, no Cinema, nas outras plataformas. O quanto isso, porque você falou é uma loucura, você recebe o capítulo ali com muito pouco tempo de antecedência, o quanto isso pode te prejudicar no sentido de chegar no tom certo do personagem e por outro lado o que também aproxima essa linguagem de uma linguagem que fica muito caracterizada por ser uma linguagem de novela, de folhetim, de programa diário?
Eu acho que esse o grande desafio da novela: é você ir costurando e dando veracidade nas reviravoltas dos personagens, é uma obra aberta, você não pode fechar, não pode ter uma interpretação definitiva pra nenhuma cena porque você não sabe o que pode acontecer no dia seguinte. Então tudo fica nos três pontinhos, é isso “vai continuar, vai continuar...” e a gente não sabe pra que lado vai, diferentemente, obviamente, de uma obra fechada, de uma minissérie, de uma peça de Teatro ou de um filme, que você pega um roteiro e você tem um personagem inteiro, você já desenha aquele personagem inteiro na tua cabeça e vai fazendo. Novela é exatamente o oposto disso, você tem que dar credibilidade, surfar, esse é o verbo, surfar conforme a onda. Vamos surfar porque a gente não sabe que onda vem, se é onda grande,  se onda pequena, se vai dar um caixote na gente, a gente não sabe nada!

Ouça a entrevista na íntegra aqui: JP Morning Show

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